Concurso de Concepção simplificado para a criação da imagem da Candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027, 27 de Outubro de 2020

Classificação: 2º lugar ex aequo
Em colaboração com Miguel Santos

Tudo começou com uma letra: o “C”. Era demasiado evidente a predominância do “C” no nome do projecto (Coimbra Capital Europeia da Cultura) e a predominância desta letra em tudo o que define a cidade (conhecimento, cultura, ciência, célebre, cosmopolita…). Outro C que povoa Coimbra é o Arco. Um elemento espalhado por toda a cidade, nas suas construções, pontes e ainda na sua presença topográfica na colina do conhecimento. Se partirmos desta forma arqueada, como um elemento unificador de tudo e tentarmos expressar o dinamismo e o fluxo nas propostas correntes de mudança, chegamos a uma forma espiral, tridimensional e metamórfica que se assemelha a uma mola. Na física clássica, a mola, é vista como um dispositivo que armazena uma potencial força / energia e estica os átomos de um material elástico. É interessante pensar na mola como um objecto elástico e flexível, que reage perante um estímulo ou uma força externa, mudando o seu próprio estado físico. Este é um elemento construído sobre o património da cidade. Pode ser visto como um tubo de ensaio do laboratório de futuro que é Coimbra, uma arcada extensível que abraça a cidade e recebe a Europa em si. Uma mola em tensão que reúne energia e liberta o fluxo do devir. Desassossegado, em movimento constante, mas conciso no seu desenho.

A forma é composta por quatro arcos rodados (quatro “C” enlaçados), criando essa forma que tanto aglomera as iniciais que compõem o título, como também a ideia que propomos. O ícone é construído com uma base altamente geométrica e racional, tal como os diagramas matemáticos e desenhos técnicos, mas convida à sua transformação constante, com variações que acentuam o dinamismo e sugerem novas formas.






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